00:00:00 – SURGE TUDO

Idade do Universo – Quase zero

A explosão do Big Bang marca o início do nosso “dia”. Segundo a física teórica, nesse momento, o Universo tem o tamanho infinitesimal de um planck (1.616199(97)×10-35 m). As forças fundamentais saem do equilíbrio, ganham aceleração, expandem-se em grandes volumes e depois se separam, formando o eletromagnetismo e as subpartículas atômicas

00:00:01 – UMA DUPLA DO BARULHO

Idade do Universo – 380 mil anos

Em uma sopa de temperatura elevadíssima, composta de partículas subatômicas, como quarks e glúons, os prótons e nêutrons se formam e dão origem aos primeiros elementos: o hélio e o hidrogênio. A luz já avança livremente pelo espaço, limpando a névoa que cobre tudo

00:03:09 – ALIMENTO DAS ESTRELAS

Idade do Universo – 30 milhões de anos

Modelos criados por cientistas em computadores mostram que, à medida que a sopa esfria, prótons e nêutrons começam a capturar elétrons, criando elementos de maior massa atômica, como carbono, oxigênio e nitrogênio. Eles são essenciais para a formação das primeiras estrelas, que já começam a ocupar a maior parte do espaço

00:21:01 – PRETO COM UM BURACO NO MEIO

Idade do Universo – 200 milhões de anos

As estrelas tornam possível a sintetização de elementos mais pesados. A explosão de supernovas gera ainda mais estrelas – já há bilhões delas, além de nebulosas e poeira interestelar. Antes da meia hora, surge uma espiral ao redor de um enorme buraco negro: é a Via Láctea, nossa galáxia. Várias outras também estão aparecendo

15:46:12 – OLÁ, VIZINHO!

Idade do Universo – 9 bilhões de anos

O Universo segue se expandindo e consolidando ao longo do dia. No meio da tarde, uma estrela emerge no Braço de Órion (um dos “tentáculos” da Via Láctea). Elementos liberados em sua formação são organizados por sua força gravitacional, gerando blocos de rocha cada vez maiores conforme se resfriavam: eis o início do sistema solar

17:31:12 – NOSSA CASCA GASOSA

Idade do Universo – 10 bilhões de anos

No finzinho da tarde, forma-se o maior dos planetas sólidos do sistema solar: a Terra. Seu núcleo é um depósito de ferro em altas temperaturas e sua pequena gravidade atrai do espaço substâncias como metano, amônia e vapor de água. Desintegrados pela radiação solar, eles criam uma fina camada atmosférica de oxigênio

19:16:12 – NA CALADA DA NOITE

Idade doUniverso – 11 bilhões de anos

Impactos de cometas e asteroides causam intensa ação vulcânica, liberando substâncias como dióxido de carbono e nitrogênio, além de vapor de água. “Preso” pela camada de oxigênio, ele se condensa e nessa água aparece, enfim, a primeira forma de vida: bactérias anaeróbicas que absorvem o CO2, permitindo que o N2 domine a atmosfera

20:19:12 – INSPIRAÇÃO E EXPIRAÇÃO

Idade do Universo – 11,6 bilhões de anos

Após milhões de anos de precipitação, as águas se tornam gigantescos mares, onde surge mais vida. Pela fotossíntese, bactérias e vegetais primitivos começam a liberar oxigênio, que reage com o ferro ao longo de milhões de anos, até se estabilizar. Quando o oxigênio corresponde a cerca de 10% da atmosfera, aparece o gás ozônio

23:39:00 – A ASCENSÃO DOS PRIMATAS

Idade do Universo – 13,5 bilhões de anos

A humanidade se acha “a última bolacha do pacote”, mas, comparados com a idade do Universo, somos quase nada. O Homo sapiens só pinta no finzinho do dia, na África. Eventualmente, sucede o Homo neanderthalensis e chega como dominante ao período Neolítico, criando a agricultura e a pecuária e dominando ferramentas

Fontes: Sites International Astronomical Union Commission, Smithsonian Institute, American Museum of Natural History, Nasa, International Journal of Modern Physics, The New York Times e Financial Times; documentários Cosmos, da National Geographic, Cosmos – Uma Viagem Pessoal, de Carl Sagan; livros Pálido Ponto Azul, de Carl Sagan, A Origem do Universo, de John D. Barrow, A Dança do Universo, de Marcelo Gleiser, e The Origins of the Universe for Dummies, de Stephen Pincock e Mark Frary consultoria Hélio Vasconcelos Fagundes, especialista em cosmologia e professor do Instituto de Física Teórica da Unesp, e Rodolfo Langhi, professor do Departamento de Física da Faculdade de Ciências da Unesp

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